Resposta direta: uma apólice patrimonial de indústria precisa ir além do incêndio. As coberturas que mais fazem diferença num sinistro industrial — quebra de máquinas, lucros cessantes e danos elétricos — costumam ser opcionais, e é exatamente nelas que as apólices “econômicas” falham. Use o checklist abaixo antes da próxima renovação.
O checklist da apólice industrial
- Incêndio, raio e explosão — a base da apólice. Confira se a importância segurada cobre prédio + máquinas + estoque pelo valor de reposição (o que custaria comprar tudo novo hoje), não pelo valor contábil depreciado.
- Danos elétricos — queima de motores, painéis e equipamentos por variação de energia. Em indústria, o limite dessa cobertura costuma ser subdimensionado; compare com o valor real do parque elétrico.
- Quebra de máquinas — cobertura específica para falhas mecânicas ou elétricas internas dos equipamentos. Pergunta-chave: se a máquina principal parar hoje, quanto custa o reparo e quanto tempo a produção fica parada?
- Lucros cessantes — repõe o faturamento perdido enquanto a operação está paralisada após um sinistro coberto. É a cobertura que mantém folha e contas em dia durante a retomada — e a mais esquecida.
- Roubo e furto qualificado — mercadorias e equipamentos, com atenção às exigências de segurança (alarme, vigilância) que a apólice pode impor.
- Responsabilidade civil de operações — danos que a operação cause a terceiros e vizinhos, relevante para plantas com movimentação de carga e visitantes.
Os dois erros que mais custam caro
Sub-seguro é o primeiro: segurar por menos do que o bem vale e descobrir, no sinistro, que a indenização sai proporcional. Explicamos o mecanismo em detalhe no guia sobre sub-seguro e cláusula de rateio.
Apólice congelada é o segundo: a operação cresce — máquina nova, estoque maior, galpão ampliado — e a apólice continua a mesma da contratação. A revisão anual dos valores, na renovação, é o que mantém a proteção alinhada ao patrimônio real.
Como cotar do jeito certo
Cada seguradora tem apetite diferente para cada atividade industrial — a mesma planta pode receber propostas muito distintas de Tokio Marine, Mapfre, Allianz ou Porto Seguro. A comparação técnica entre apólices (coberturas, limites, franquias — não só o prêmio) é o trabalho da corretora, e a nossa análise não tem custo.
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